— O meu passarinho morreu de solidão João, ele no fundo, é tão solitário quanto eu, enquanto eu vivo preso no mundo, ele ficava preso na gaiola, ele era tão triste, e eu nunca reparei na sua tristeza. Cantava, cantava como se fosse um pedido de socorro, cantava como se pedisse pra sair da gaiola, e ir explorar o mundo, que apesar de ser meio distorcido, tem suas coisas boas também. E o que minha passarinha fez? Cantou, cantou um tipo de canto triste, se pudesse virar algo, aquele canto seria lágrimas, por o passarinho morto, e eu fiquei com uma ponta de dor João, se eu não gosto de viver preso, porque prender aos outros? Eu espero que Deus me perdoe por isso, e espero que o passarinho também. E caso eu lhe prenda João, desculpe-me, mas é a única forma de ter alguém com quem conversar. Todos, eu creio, de alguma forma, sempre somos presos uns nos outros, e aquele passarinho, era preso por mim, fui egoísta pra ouvir seu canto de socorro.
— Sabe meu querido, às vezes eles não gritava de tristeza. Às vezes ele estava apenas se despedindo de você, às vezes, ele gritava um adeus que você não entendia. Vou contar uma história que um menino chamado Surigam me contou: E tudo passava bem, ele estava em um vai e vem. Meu bem, se acalme! Eu dizia. E em harmonia ele coagia: ‘Não posso meu amor, estou indo de flor em flor, a procura de algo que te deixe mais feliz. “Quero que você se sinta bem em nossa nova casa”. E de galho em galho, ele se dispunha a observar a gravetos, porem não espetos, que pudessem deixar nossa casa mais alegre. Tudo estava bem, porem não parava o vai e vem. “Meu amor, se acalme!” Eu disse. Ele me olhou como em um falecer: ‘Não dá! Meu filho está a nascer’. E Assim aconteceu, nosso bebê cresceu, ele aprendeu a voar, apos muito cair e levantar. Seu pai estava orgulhoso, até que um rapaz charmoso, passou em nossa porta e me chamou, me ludibriou, me enganou. E eu fui, até ele que me levara até um lugar onde meu marido, “Ah querido!” não podia nos ver. Quando voltei não o encontrei, em nossa casa entrei e esperei, esperei, esperei. Ele chegou alguns dias após, depois de alguns por-dos-sóis. Eu continuara estagnada lá dentro, em um grande lamento. Será que ele foi embora, e agora? Como viverei, sem meu tal grande rei, ai que dor, ardor, ai que horror. E em sua chegada olhou para mim, “sua amada”. Com um olhar diferente, algo estranho esta acontecendo veio a minha mente. Ele apenas disse: ‘Não saia dai’. Lá aqui e ali, e em seus vai lá vem cá, barro ele ia buscar, para que a porta da nossa casa ele pudesse trancar. Eu cantava sem parar, pedia, implorava, chorava, não entendia o que acontecia. Eu o amava, eu chorava, chorava por ele. Meu amor, não faça isso, eu suplicava, até que a ultima fresta de luz se tapou e tudo se apagou, é acho que a única coisa que hei de fazer é dormir, acho que até a noite cair, ou eu não conseguir mais viver, e morrer. E eu morri, por culpa de um beija-flor, mesmo amando meu amor, se foi. Mas tenho a esperança de que ele um dia volte e possa abrir a casa, e perceba nem que fugir tentei, fiquei a espera do meu verdadeiro rei, ele o João de Barro. É meu único e ultimo amor, o que enfeitou nossa casa com flor, e aquele que um dia me amou. Essa história mostra que as pessoas não precisam ser livres quando se ama, o passarinho o amava, ele amava conversar com você, mesmo às vezes, sem você poder entender. Ele o amara tanto, que em pranto cantava a sua despedida, que seria sofrida. Ele queria te acalmar, as vezes te alertar, que só teria a sua esposa a conversar, e as vezes assunto de mulher você deveria começar a falar. É claro! A sua mulher ficou desesperada, imagina a dor da morte de um amor! Imagine, fique triste pela morte do tal, mas se for chora, que seja de alegria, por ele esta com quem deveria, Deus. Sabe aqueles anjos da nossa primeira conversa? Então as vezes eles não vem em forma de pessoas.
— As vezes os anjos não veem em pessoas [..] Brendon Moraes e Sammy  (via romeuemcrise)
Não confunda a minha personalidade com as minha atitudes. Minha personalidade é quem eu sou, e minhas atitudes depende de quem você é.
Autor Desconhecido.   (via indague)
A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo.
Verônica Heiss (via morbidavel)
As pessoas de hoje em dia não amam, apenas sentem medo da solidão.
Roma, 1994 (via nobroke)
Quase ninguém sabe das vezes que silenciei quando minha vontade era gritar, rasgar o verbo, machucar. Ninguém percebe, mas de vez em quando eu relevo uns comentários, finjo que não vi, que não ouvi. Tento agradar, mas a maioria só vê a parte ruim. Quero mostrar a parte bela, mas só querem apontar minhas cicatrizes, abrindo-as mais, mais e mais. Não vivo nessa de querer agradar a todos, só tenho um medo absurdo de ferir alguém. Eu sei como dói.
A menina e o violão.   (via apagou)
Fico tão cansado às vezes, e digo para mim mesmo que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida.
Caio Fernando de Abreu. (via autorias)
Eu sou poeta e não aprendi a amar.
Cássia Eller.  (via romeuemcrise)
Quando tá escuro e ninguém te ouve. Quando chega a noite e você pode chorar.
Lanterna dos Afogados. (via esteamo-r)
Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua esperança no amor. E sai ileso. Não adianta desperdiçar sofrimento por quem não merece. É como escrever poemas em papel higiênico e limpar o cu com os sentimentos mais nobres.
Cazuza. (via inverbos)
Eu passei a minha vida todo tentando não chorar na frente das pessoas.
A Culpa é das Estrelas.  (via precarizou)
Olha só pra você, ai, perdido, como se já não esperasse mais nada, como se já tivesse matado leões com as próprias mãos, e achado melhor descansar, pela sorte de estar vivo. Não há sorte em estar vivo, você faz a sua sorte, mesmo que custe sua vida. Você é bom, quem te disse o contrário disso? Você pensa que eu não sei o que é pensar que está sempre fracassando? Eu sei, eu sinto isso. Eu erro igual qualquer outro que tenha a chance. Você não precisa da minha ajuda, ou do conforto das palavras que eu posso te oferecer. Apenas, acredite mais, talvez você não saiba, mas é possível derrubar montanhas usando os punhos, tocar as nuvens e ignorar toda essa dúzia de lógicas baratas que enchem livros e fazem as bibliotecas bocejar. Não estou aqui para dizer que é fácil, só quis te lembrar que ainda há tempo de ser imbatível - diferente do que dizem, essa geração não está perdida, apenas esquecida de que há caminhos não explorados. Não deixem as lendas do passado falarem alto que são insuperáveis. Porque jamais serão ao menos que você os deixe ser.
Sean Wilhelm.   (via inverbos)
Tanta gente é feliz sem culpa. Tanta gente consegue dormir sem mil coisas ficarem rondando os pensamentos. Tanta gente consegue relaxar. E eu, doida de pedra, me sinto culpada. Carrego pesos de terceiros. Na hora de dormir os questionamentos mais estapafúrdios chegam para me fazer (má) companhia. Meus ombros vivem tensos. Mesmo de férias não consigo relaxar completamente. Sinto minhas costas travadas, duras, fora de sintonia.
Clarissa Corrêa.  (via inverbos)
E o que há de mais bonito nesse mundo, meu caro, não se compra.
Aquarelar.   (via desengracada)
Hipóteses

navepoetica:

mas, se o ser humano,
pó desse mundo herético,
fosse composto de poesia,
seria, o mundo mais pó ético?

NAVE POÉTICA