Tratar bem uma pessoa que você não gosta, não é ser falso. É ser educado.
— (via c-iumentaa)
Fria num dia, meiga no outro.” — John Green.
— (via c-iumentaa)
A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam. Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete. Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum. Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças? Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um. O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total. Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês…
Cecília Meireles, O fim do mundo (via oxigenio-dapalavra)
Muitas vezes me pego pensando em como tudo é complicado. Em como não sei o que quero de verdade. Em como tudo muda dentro de mim constantemente. Penso se tudo o que me abala tanto hoje, no futuro me fará sentir alguma coisa. Já mudei tanto, nossa. A gente olha pro passado e muitas vezes não reconhecemos aquilo que fomos, aquilo que sentimos, aquilo que fizemos, o que dissemos, e por aí vai. Penso em como no futuro, vou olhar para o passado, que hoje é o presente, e vou pensar o mesmo que penso hoje quando olho tudo o que passou. Realmente é complicado, muito complicado. Tudo passa, e não podemos mudar o que passou. Podemos mudar apenas o que somos hoje, para no futuro não ter mais arrependimentos, para no futuro não ter mais coisas para pensar em como queria ter feito diferente.
Gian Lucas. (via criatizadora)
Somos literalmente opostos, e não, os opostos não se atraem e também não dão certo. Na verdade, os opostos batem o pé, brigam, se procuram e… Brigam. Robin, se tu entendesse o trabalho que dá te entender, pra depois entender só que eu nunca te entendo. Eu me viro do avesso, eu viro 007 pra tentar desvendar pelo menos um pedaço teu. Nem tu mesma se suporta ou se entende, se você parar cinco minutos pra pensar em você, você entra em desespero. Soca o espelho, briga com teu subconsciente, cruza os braços e diz pra você mesma que não quer papo. Tu me enfrenta, mas não se enfrenta e não me deixa te enfrentar. Tu dá um passo pra trás e suspira como quem diz “ah Stubb, eu não volto mais”. E depois bate na porta, dizendo que esqueceu sua bolsa favorita. Ou talvez tenha esquecido o seu canalha favorito. Sabe como é, cara… Sempre que tu volta, dou um jeito de te pedir pra nunca mais (ou talvez uns 10 minutinhos) passar por aquela porta. Aí tu me olha doce, jurando de pé junto que dessa vez tu fica. Eu dou aquele sorriso babaca, como quem não quer nada mesmo querendo tudo. Sabe como é, dou aquele sorriso de quem quer acreditar, mas sabe que não é bem assim.
robin and stubb.  (via florindo-me)
O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.
José Saramago.  (via oxigenio-dapalavra)
Estilhaços foram jogados, os cacos que caiam ao chão brilhavam ao sol, seguindo a luz como se fosse um girassol. Como uma borboleta siga a luz, suba até o alto. Ouça o vento e o que ele diz? Pule! Não fique com medo, é o melhor a se fazer. Como uma borboleta se aproxime da luz, o brilho é lindo e você sabe disso, vá de braços abertos agora pule! É o melhor a se fazer você sabe disso. Ele insiste! Peça perdão a quem você ama, e perdão a si próprio. Não exite! Pule! Anda! Vá Sem medo. Se entregue. E eu me entreguei. Como uma borboleta chegue a luz e morra. E foi isso que eu fiz.
Como uma Borboleta! Cartas dos Derrotados.    (via romeuemcrise)
não vejo a hora de começar a nova temporada da minha vida, pq essa ta uma merda
Sou daqueles que pensa mais de duas vezes, mas ainda faço a coisa errada.